Diz que vem aí ano novo!

Não podia deixar terminar o ano sem registar por aqui algumas palavras de agradecimento. Ao Universo, mas principalmente a mim, para que daqui a uns meses ou a uns anos valentes eu possa ler tudo o que aqui escrevi.

Sinceramente não me recordo se no último reveillon saltei do banco com o pé direito e atirei sal para trás do ombro... se o fiz, dá resultado. Se não o fiz, não foi preciso. 2017 foi um ano de conquistas. Ainda faltavam uns 2 meses para terminar e já eu tinha realizado todos os desejos que pedi enquanto comia as uvas à meia-noite da entrada no ano volvido. Consegui alcançar tudo aquilo a que me propus, todos os meus objectivos, alcancei até outros que nem tinha mas passei a ter e se calhar foi isso que ditou algumas reviravoltas de final de ano. Cheguei a uma fase em que gosto de tudo muito bem delineado, e tudo o que sair dos contornos (está mais que visto) dá merda. Deu.

Termino este ano com o término de um percurso profissional que adorei percorrer. Cada passada foi dada com amor, a cada dia aprendi uma coisa nova, cresci de dentro para fora, tornei-me uma pessoa melhor, uma profissional imbatível que ganhou tudo o que havia para ganhar, conheci pessoas incríveis e são essas que vou guardar e levar comigo para a vida: clientes, vendedores, directores, dentro e fora da minha loja. Escolho levar, do meu percurso naquela empresa, nada mais do que todas as coisas boas que fui coleccionando ao longo de quase 2 anos. Foram tantas que nem sei como é que tive espaço para elas. Mas continuo a ter. Um pedaço de mim ficará para sempre ali. Infelizmente, este foi um ano em que descobri que, por vezes, o amor não é suficiente. 

Custou-me muito tomar a decisão de sair mas continuo com a certeza de que foi e é o melhor para mim. Reze a lenda o que rezar para as gerações futuras, não dei nada menos do que a totalidade de mim em todas as horas que ali estive (foram mais as não picadas do que as picadas) e vivi para aquilo como, julgo, nunca ninguém na sua sanidade mental há-de viver. 

“Ninguém é insubstituível”? Levem-se muitas vezes as mãos à cabeça porque eu sou. Calçar uma bota tamanho 42 quando o nosso pé é o 40 não é a mesma coisa que calçar uma bota feita à medida. O 42 vai ser largo, desconfortável e, a longo prazo, pode até trazer problemas de coluna... mas sempre é melhor do que andar descalço ;) 

Depois de mim, que se diga apenas que ninguém é indispensável. Porque há sempre algum sapato, seja ele adequado ou não, para calçar em tempos de aperto. Enquanto o caminho for fácil! Experimentem ir a pé até Fátima de salto alto e depois digam-me como correu! 2018 vai ser é-pico... Mark my words!

Lições da vida aparte - até porque eu não sou ninguém para as dar, a vida encarrega-se disso, maçã podre cai sozinha - 2017 foi mais um grande e bom ano. E um que antecipa mais 365 dias que têm obrigatoriamente que ser de mudança, tanto a nível profissional como a todos os outros níveis. 

Vai ser tudo o que eu quiser. 

Vai ser sempre o que eu quiser desde que eu queira sempre alguma coisa. Essa sou eu. Para que nunca me esqueça, nem em 2018 nem em nenhum dos anos que viverei na minha vida. 


Bom ano, meus queridos. Sejam felizes! A vida é curta demais. E não se esqueçam, um ano faz-se dia após dia. Não desperdicemos nenhum. 

Catarina Vilas Boas


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