Sem medo

Disse por aqui, outrora, que este era o ano em que tirava uma foto em biquíni. A primeira full body, sem mão a tapar a barriga, sem merda de subterfúgio nenhum. Ei-la.


Não, o meu corpo não é perfeito. Está longe disso. Mas trabalhei muito por ele e continuo a trabalhar, todos os dias. Orgulho-me disso. Orgulho-me de não ter desistido da tal resolução de ano novo de 2014. Orgulho-me de me ter mantido no caminho certo e focada, apesar de tudo.

Não nasci com a genética abençoada de comer de tudo e não engordar, muito pelo contrário. Pior do que isso, sou extremamente gulosa. Ainda pior: sou preguiçosa. Por estas e outras razões, houve alturas na minha vida em que nem sequer fazia praia, ou rio, ou piscina, ou o que quer que fosse. Não alinhava em tardes de verão ao sol com as minhas amigas e muito menos com amigos. Tinha vergonha da gordura localizada, da celulite, da anca larga e dos braços gordos. Agora não tenho. 

Ser cheiinha nunca me impediu de fazer o que quer que fosse ou conseguir o que quer que quisesse. Muito menos agora. Tenho músculos fortes e um coração a bater como nunca bateu na vida. A minha vida de sedentarismo era tão longa e a minha incursão no mundo do exercício físico foi tão dura que tive direito a um desvio de coluna que ando a tratar com sessões de fisioterapia. Eu, uma criança de 23 anos, rodeada de velhinhas que trabalharam de sol a sol uma vida inteira. Não há um dia em que não sofra de pós-treino - seja braços, peito, abdominais, pernas ou glúteos. São dores que aprendi a abraçar (e a abrandar com camadas bem grossas de voltaren). 

No fundo, a única razão por não estar sequinha sequinha é o facto de gostar muito de comer (#shameonme) mas ando a tentar mudar isso, aos poucos, para que, a longo prazo, a alimentação saudável resulte na minha vida e no meu corpo. Sem passar fome, sem ter muitos desejos, tudo com peso e medida. Só não me tirem a ocasional Super Bock e tequila shot, plómordedeus! Uma gaja tem os seus limites.

Talvez para o ano já esteja top top top a partir tudo. Este ano, é isto que se arranja. E eu adoro.

Catarina Vilas Boas




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