Não levem a mal...

Se isto fosse um blogue com alguma visibilidade talvez o post anterior me tivesse trazido alguns dissabores. Tipo haters e comentários anónimos a encherem-me de "mal formada" e "energúmeno". Como ninguém lê as merdas que eu escrevo (à excepção de algumas pessoas que me conhecem e entendem um pouco do free spirit que eu sou) uma pessoa sempre pode extravasar o lado mais negro sem ter realmente medo das repercussões. É isto mesmo este blog, ser indomável, falar de tudo o que me apetece só porque me apetece, ser "inconveniente" porque, no fundo, nasci com uma capacidade tremenda e incontrolável de fazer o que me dá na real gana. 

A parte de não me preocupar com o que pensam sobre isso veio depois, à medida que fui crescendo e me eduquei a não ligar tanto assim aos outros na medida em que, o que eu sou e faço, não lhes diz respeito a não ser que os atinja directamente. Porque esse é realmente o problema desta "sociedade enjaulada". Não são só os outros que nos enjaulam, nós enjaulamo-nos a nós próprios. Não só dando a chave àqueles que nos aprisionam mas também construindo as barras com as nossas próprias mãos. Fazemos isso quando nos importamos com gente que não tem realmente importância na nossa vida. As pessoas só têm a importância que nós lhes damos e a inveja, o preconceito e a tacanhez não deviam conquistá-la.

Atenção, não caio no erro de acreditar que não há gente que não goste de mim (e, consequentemente do que eu escrevo, que não passa de um reflexo mais profundo do meu eu) apenas porque, pura a simplesmente, não gosta. Não porque me inveja, não porque eu não encaixo nos seus padrões do politicamente correcto, não porque não consegue apreender a noção de liberdade como direito natural e individual de cada ser humano, mas sim porque, não gosta, sem razão ou com razões que não passam por aí. 

Da mesma maneira que há pessoas que gostamos instantaneamente porque sim, também há pessoas que não gostamos porque não. Tem alguma coisa a ver com a piscina genética e as feromonas, mas não vou entrar nessas cenas da ciência que isso não é a minha praia.

Por isso, gente dos politécnicos por este mundo a fora que possa ter lido o post anterior, não levem a mal... a vida é isto!!

Catarina Vilas Boas



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