3 dias de tortura

Não sou de adoecer. Nos 4 anos de primária nunca dei um dia de baixa, nunca ganhei febre sequer. Isto em 4 anos de criança. Toda  agente ficava doente, toda a gente faltava à escola menos eu. O que era frustrante, principalmente porque eu era uma pisca de pele e osso que tinha ar de mal me aguentar em pé no meio de um vendaval. Mas aguentava, rija como o aço. Depois da primária veio o ciclo. Também nunca faltei no ciclo. Nunca estive doente. Nem sequer uma gripezinha. Deu-me uma altura uma crise de vesícula e tive que ir da escola directa para o hospital, mas foi no fim das aulas, o que não conta. No liceu a história foi outra. Mas também nunca faltei por estar doente. Todos os anos ganhava uma constipaçãozta, uns pingos no nariz, um cieiro nos lábios e passava assim uns dias por Inverno tenebroso. Somente isso.

Mas estes últimos 3 dias foram o terror. Acho que nunca estive tão mal na minha vida. Doía-me o corpo, a cabeça, o estômago, os pulmões. Não tinha forças para sair da cama e quando tinha que sair davam-me umas tonturas tão grandes que cheguei a bater contra paredes e portas tamanha era a minha desorientação. Tomava xarope e vomitava. Tive febre. Calafrios. Falta de apetite. EU! COM FALTA DE APETITE! É para verem como a coisa foi grave. O pior mesmo era a tosse. E as dores abdominais com que fiquei e que tornavam cada ataque uma tortura, não só para os pulmões como para a minha pobre barriga. Passei momentos infernais. Chorei! Chorei tamanho era o meu desespero! E eu dizer uma coisas dessas não é dizer pouco, uma vez que tenho uma tolerância à dor bastante elevada.


Hoje estou melhor, A prova disso é que consigo escrever meia dúzia de linhas sem projectar um pedaço de pulmão a cada expiração. Fiz 30 minutinhos de cardio a ver se matava o bicho (e a ver se recomeço a minha vida fit, que desde Dezembro que não me mexia) e amanhã vou cobrir 3 eventos para a Gazeta.


Hoje chegou também a minha primeira encomenda do ebay. E não é que foram mesmo as argolas de que falava aqui?! E eu ADORO-AS! Não são, de longe, tão grandes como eu estava à espera e fazem-me sentir uma gangsta sem medo!!


Catarina Vilas Boas



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